quarta-feira, 30 de abril de 2014

FanFic - Capitulo 3



Capitulo 3- O chamado para a missão.


                Foi o melhor jantar em semanas, não só pro conta da comida, eu tinha com quem conversar, não era como se olhassem pra mim e sentisse pena, eu poderia me acostumar com isso. Todos estavam felizes, não só os meus irmãos, em todas as mesas eu ouvia risadas e conversas.

                Então eu olhei para a mesa de Quíron e Dionísio, os dois estavam me encarando, e quando viram que eu estava olhando, nenhum desviou o olhar. Era como se todas as conversas tivessem parado, eu só tinha atenção para os olhos questionadores dos dois.

                Mas houve uma confusão, todos pararam de rir e começaram a sussurrar, a atenção de Quíron e Dionísio se voltou para um grupo de garotas que começaram a andar em direção a eles.

                - O que elas fazem aqui? – Falou Jeremy – Elas nunca aparecem aqui.

                - Não sei, mas não pode ser coisa boa. – Falou Ali.

                - Quem são elas? – Indaguei – São semideusas?

                - Sim. Quero dizer, elas são caçadoras de Artemis – Falou Cassie – Mas não são filhas de Artemis. É mais como um acordo, Artemis dá a elas imortalidade e elas viram suas caçadoras para a eternidade. E não podem mais namorar. Quer dizer imortalidade é bom, mas...

                - Okay, já entendemos – disseram Daniel e Jeremy juntos.

                As garotas chegaram próximas à Dionísio e começaram a conversar, passaram-se uns dez minutos, quando finalmente uma delas gritou:

                - Não, todos merecem saber – Falou uma das caçadoras – O Olimpo deve ser salvo, estão todos em perigo.

                Quiron tentou argumentar, mas não funcionou, as caçadoras apontaram suas flechas para Quiron e Dionísio. Alguns campistas tentaram impedir, mas a garota falou de novo.

                - Calma, não estamos aqui para lutar. Estão ocorrendo problemas sérios com o Olimpo, na verdade esse problema vem acontecendo há muito tempo, gradativamente. A nossa sorte é que minha senhora percebeu antes que seja tarde de mais. – Todos ficaram e silencio – O Olimpo está morrendo.

                Um silêncio profundo inundou todo o acampamento, mas não havia cara de surpresa em nenhuma das faces. Parecia que todos já sabiam ou pelo menos desconfiavam.

                - Minha senhora nos mandou aqui para avisarmos a todos. As pessoas pararam de acreditar, os deuses estão morrendo, já vimos isso acontecer com Pã há oito anos durante a batalha do Labirinto. A história está se repetindo, exceto por dois deuses. Apolo e Afrodite não estão sendo afetados, nem sequer estão se sentindo fracos. – De repente, todos à nossa volta olham para nós e para os seis filhos e filhas de Afrodite que estavam sentados na mesa ao lado. De repente olho para a garota, Clícya, que estava sentada só na mesa de Hades, seu rosto parecia estar queimando de raiva, parecia estar me culpando... – Minha senhora disse que precisa ser organizada uma missão, precisamos ir atrás de uma explicação para o que está havendo.

                - Certo, já que é assim o oráculo precisa ser consultado. – Disse Quíron levantando- se, sim ele estava se levantando, mas ao contrário do que imaginei no lugar de pernas haviam quatro patas de cavalo. – Vamos dar um jeito nisso

                Assim como aconteceu comigo, uma luz iluminou na cabeça de um garoto que estava sozinho na mesa de Zeus, parecia que estava sendo reclamado.

                - Me parece que Zeus nomeou um de seus filhos para a missão. - Falou Dionísio – Isso nunca tinha ocorrido antes.

                E mais uma luz se acendeu, dessa vez na cabeça de uma caçadora de Artemis. Era uma garota de cabelos castanhos e na altura do ombro. Vestia um casaco de pele branco. Mais uma luz brilhou e dessa vez era de um rosto conhecido, na mesa de Hades a cabeça de Clícya estava brilhando com uma luz estranhamente negra, a garota parecia muito animada, parecia que sua raiva havia passado.

                -Acho que já temos nossos três heróis – Falou Quíron – E não me parece coincidência que os três escolhidos são filhos dos três grandes. Por favor, todos, eis nossos três heróis, Clícya filha de Hades, John filho de Zeus e – Quíron virou-se para a caçadora – E Tamires, filha de Poseidon. Os três devem estar depois do jant...

                Outra luz brilhou, dessa vez em mais próximo, vinha da mesa de Afrodite, uma das meninas parecia bem assustada, ela não esperava por isso, com certeza. Era uma garota bonita, com cabelos longos e loiros. Seus olhos cor de safira estavam totalmente assustados, ela não esperava nada disso, muito menos seus irmãos.

                E foi aí que os olhares de todos saíram da luz que fluía de cima da cabeça da garota e vieram exatamente para mim. Eu não me dei conta, mas enquanto eu olhava a garota, uma luz também começou a brilhar sobre minha cabeça, agora todos estavam olhando para mim, olhei cada um, uns tinham uma expressão bem séria e pensativa, outros riam e achavam que era uma piada, mas o que mais me incomodou foi a cara que a filha de Hades fez pra mim, ela parecia que estava completamente a fim de me matar, e estou falando sério.

                Então todas as fogueiras que estavam acesas saíram de seu fogo amarelo e se transformou em um fogo verde. Parecia significar alguma coisa.

                 - Bem pessoal, aconteceu algo hoje que nunca havia acontecido antes – Quíron olhou sério para cada um dos cinco que haviam sido escolhidos, inclusive eu – Os deuses escolheram seus filhos para uma missão, essa deve ser uma missão realmente importante para eles, além de terem escolhidos seus próprios filhos para a missão, escolheram cinco ao invés de três como é de costume nas missões normais. Peço a todos que tenham calma e preciso conversar com os cinco agora.

                Saímos todos juntos em direção a casa grande, Quíron nos pediu para sentar em uma mesa, que parecia ser usada apenas para reuniões. Ficamos alguns minutos nos olhando, parecia que Quíron não sabia o que dizer. Olhei para o lado e vi Dionísio na porta da sala olhando para todos nós, mas parecia que ele não havia percebido que eu estava o observando, seu pensamento estava longe. Seu rosto deixou de parecer cansado e agora parecia cheio de esperança.

                Quíron saiu e pediu para ficarmos aguardando ali, enquanto ia falar com o oráculo para saber a respeito da missão. Enquanto isso todos ficaram encarando uns aos outros.

                Okay enquanto Quíron saiu, acho que podemos conversar – Falou a filha de Afrodite – Não fui apresentada como vocês foram, meu nome é Jaqueline, mas podem me chamar de Jake, sou filha de Afrodite, mas eu não precisava ter dito isso, está muito na cara né?!

                - Meu nome é John! – Falou o filho de Zeus com seus olhos azuis escuro abertos, como se não quisesse fechá-los nunca mais.

                - Isso é um progresso, embora não seja inteligente da sua parte – Falou Tamires – Bom meu nome vocês já sabem, sou filha de Poseidon e caçador de Artemis há dois anos.

                - Um nome é Clícya – Falou a garota se esforçando para não olhar para mim – E sou filha de Hades. Tenho uma foice, então... Cuidado – E então olhou para mim. Se eu sair dessa reunião vivo será uma vitória.

                - Bom meu nome é Chrystian, e fui reclamado ontem – todos olhavam para mim- Então eu não sei nem se isso é real. E, bem, eu não tenho uma arma. – Tudo bem isso não foi necessário.

                - Teremos que arrumar uma se quiser continuar vivo – Falou Quíron enquanto estava entrando. – Más notícias, o nosso oráculo só tem poder suficiente para um trecho da profecia. “Na casa de cada grande se instalou, o medo mais forte que os deuses se mostrou”. A única saída que temos é mandá-los para o reino de Poseidon agora. Vou tentar mandar uma mensagem de Íris para vocês quando o oráculo conseguir mais alguma coisa. Por enquanto é só, descansem e se preparem amanhã cedo vocês saíram para a missão de vocês. Boa sorte a todos.

               
               
               
               
               

terça-feira, 29 de abril de 2014

FanFic - Capitulo 2



       Capitulo 2 – Nova Família


Foi bom sentir o vento bagunçando meu cabelo loiro, se eu não estivesse com meu casaco vermelho, provavelmente eu estaria com frio, mas de qualquer forma subo as mangas do meu casaco e sinto uma sensação boa, é como se o Sol estivesse retirando toda a minha negatividade e me deixando mais forte, mental e fisicamente. Então me veio um estalo.

                - Você não disse seu nome  homem/bode – falei tentando soar casual.

                - Meu nome é Mattew, mas pode me chamar de Matt – Falou ele – E, aliás, o termo correto é sátiro.

                - Certo Matt – Falei – Para onde estamos indo? Você falou algo sobre um acampamento.

                - O nome é acampamento meio-sangue e lá existem vários outros como você, filhos de deuses do Olímpio.

                Indo para o acampamento? Certo. Poderia jurar que essa voz veio da minha cabeça.

                -O que? Falou algo – Pergunto, agora virando a cabeça para traz para ver o sátiro.

                - Não – falou ele como se fosse uma piada. – O grifo deve ter falado com você. Não me admira, na verdade, seu pai os criou.

                Da próxima vez que quiser falar comigo, apenas fale. A propósito, meu nome é Cury. Esse dia está ficando cada vez mais louco. Primeiro um sátiro, depois um grifo que sabe falar.

                Depois de umas duas horas de viagem, o que não pareceu ser tudo isso, chegamos ao acampamento. Na verdade, paramos numa colina acima do acampamento. Só posso entra se você me convidar. Mesmo eu não vendo nada que pudesse impedir um grifo de continuar andando eu o convidei a entrar.

                O acampamento era grande, tinham vários chalés, alguns deles pareciam ser feitos há pouco tempo, outros já deveriam estar ali há anos. Mesmo com uma quantidade enorme de chalés, os campistas não pareciam ser muitos. Deveria haver umas oitenta pessoas do lado de fora dos chalés, todos eles treinado com espadas, escudos, arcos e lanças.

                Tive que desviar várias vezes para não perder um membro do meu corpo. Parecia que o sátiro estava me levando para uma grande casa, que ficava no centro de todos os chalés. O Cury continuava nos acompanhando.

                - Hey Clicya - Falou Matt – Pode levar o grifo     para o estábulo? Ou para o aviário? Ou sei lá.

                 Uma garota de pele tão pálida quanto a lua, se virou e pude ver seus olhos, orbitas pretas e com um certo brilho.

                - Claro, de onde ele veio? – Falou a garota – Nunca vi um desses.

                - O pai dele mandou – Falou Matt apontando para mim, e então com um gesto nada sutil sussurrou – Filho de Apolo.

                - Ah – Falou a garota – Não sei não Matt, não poderia trazer algum semideus útil? Filho de Apolo...

                A garota saiu ainda reclamando e o sorriso que tinha demonstrado antes desaparecera completamente. Agora tive que desviar de uma espada que, por algum motivo pulou da mão de um campista.

                Quando entramos na casa grande, vi um homem de cadeiras de rodas e outro homem que aparentava ter seu quarenta anos, mas, com o rosto bem cansado.

                - Matt! – Falou o cadeirante com animação – Conseguiu seguir a pista do semideus? Foi a mais forte dos últimos tempos, então, onde está ele?

                - Aqui está ele Quíron – Falou Matt, como se algo estivesse errado – Ele é filho de Apolo.

                Quíron finalmente me percebeu no recinto. Ficou me admirando e de alguma forma um seu rosto deixou a expressão animada e foi ganhando um tom de preocupação.

                - Qual o seu nome? – Perguntou Quíron.

                - Meu nome é Chrystian, senhor – Falo em um tom de respeito – Chrystian Haramys

                - Como conseguiu sobreviver até agora? – Perguntou o outro senhor que até então não havia falado nada.

                Em um tom de censura, Quíron vira para o outro senhor.

                - Dionísio, por favor, procure não assustar o nosso campista logo no primeiro dia.

                - Espera aí – Digo eu com espanto – Dionísio? Tipo o Dionísio deus do vinho?

                - Exatamente garoto. Agora por favor, saia, estávamos no meio de uma coisa importante. – Falou Dionísio com sua voz cansada. – Matt leve-o para o chalé sete.

                Segui Matt até um chalé que quando me aproximei, percebi ser feito de ouro puro. A luz do sol refletiu no chalé e chegou a doer a vista, mas foi quando eu percebi que, talhado nas paredes do chalé, havia notas musicas, de todos os tipos, mas uma em particular se sobressaia, a clave de sol. Mas... Como eu sabia disso?

                Abri a porta e me vi dentro de um quarto cheio de ouro e com paredes também revestidas em ouro. Era um ambiente bem aberto, acho que para deixar a luz do sol entra ao máximo. As paredes refletiam minha imagem, agora eu parecia bem feliz, meus olhos azuis, não estavam mais inchados de noites sem dormir, agora pareciam bem saudáveis e meu rosto estava bem corado.

                Dentro do chalé estavam dois campistas. Um alto e bronzeado, que estava escrevendo algo, e outra baixa e de cabelos longos que, quando percebera minha presença, parara de tocar uma harpa e levantou para me cumprimentar.

                - Oi meu nome é Ally e aquele anti-social ali – Ally apontou para o garoto que continuava escrevendo – Se chama Daniel. Prazer em conhecê-lo e bem vindo ao chalé de Apolo.

                Depois disso me apresentei e Matt me falou que queria me ver no jantar para acertar algumas coisas. Passei o resto da tarde dentro do chalé conversando com Ally e Daniel, eles eram legais e falavam comigo normalmente, mesmo sabendo que eu tinha sido reclamado agora, não perguntaram nada sobre o fato de ainda estar vivo. Contei-lhes sobre o grifo, Cury, e eles ficaram impressionados. Falaram-me um pouco sobre nosso pai, e de como tinham o conhecido quando os Titãs tentaram voltar ao comando.  

                Falaram-me sobre alguns heróis que salvaram o mundo inúmeras vezes, me falaram sobre Percy Jackson, um garoto filho de Poseidon, que aparentemente, salvara todos praticamente todos os anos. Falaram de Luke e Silena, que eram dois traidores que no final morreram por uma boa causa.

                O tempo foi passando, e quando percebi já era hora do jantar. Todos do acampamento estavam presentes, conheci mais dois campistas do chalé de Apolo, Cassie e Jeremy. Os dois me falaram que antigamente o acampamento era lotado e agora, por algum motivo os campistas desistiram de ficar no acampamento.

                Todos levantaram e jogaram no fogo, o melhor pedaço de cada refeição. Ally disse que era um sacrifício para os deuses, e que antigamente a comida que era jogada no fogo cheirava a sacrifício (ela não soube explicar), mas agora só cheirava a comida queimada. Jeremy me falou que quando jogar a comida no fogo eu devo agradecer ao meu pai por algo. Já sabia exatamente o que agradecer.

                Obrigado por me dar uma família nova no momento que eu estraguei a antiga...

               

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Fanfic capitulo 1



Capitulo 1.


                Eu realmente gosto daqui, quer dizer, não é um acampamento normal onde só sentamos em frente a uma fogueira e assamos mashmellows. E tirando a parte de ter que sair para cumprir missões, o acampamento não oferece perigo algum, se você estiver dentro dele...

                Meu Nome é Chrystian Haramys e até verão passado eu achava que era uma pessoa normal, até que descobri que não era filho do homem que eu sempre tive como um pai, e que meu verdadeiro pai é um deus olimpiano. Parece loucura, mas é verdade. O nome dele? Apolo, deus do sol, da juventude, da música e de mais uma infinidade de coisas. Acredite se quiser, eu descobri isso da pior maneira, pondo fogo na minha casa inteira com apenas uma faísca que, não sei como, saiu entre meus dedos. Acabei queimando a casa e meus pais.

                Duas semanas depois, quando eu estava na casa dos meus tios, e ainda me sentindo culpado, mesmo com todos sem saber como aconteceu o incêndio e como eu sobrevivi. Durante a noite uma luz brilhou sobre minha cabeça, poderia jurar que já amanhecera, a luz era de uma tonalidade tão intensa que me lembrava o... Sol.

                No dia seguinte, um jovem que aparentava ser um ou dois anos mais velho que eu, veio com uma história esquisita de que eu era filho de um deus, mas não sabia qual. Confesso que a primeira vista pensei que ele era mais um daqueles mendigos que aparecem na rua para pedir esmola e fingindo deficiência física. Quando ele viu que eu não estava levando sua conversa a sério ele me mostrou suas pernas, estranho eu sei, e eu posso jurar que vi cascos.

                Depois de muito insistir, contei a ele sobre a luz sobre a minha cabeça.

                - Você foi reclamado – gritou o homem/bode – Quem é o seu pai/mãe olimpiano?

                - Olha cara essa conversa está cada vez mais estranha, digo, que tipo de pergunta é essa?

                - Me diz como foi essa luz que você viu? – Falou com cada vez mais entusiasmo – qual era a cor da luz?

                - Era uma luz bem forte, amarela- digo, agora começando a me lembrar com mais detalhes – Era como se a luz do sol estivesse em cima de mim, era tão quente quanto, e do mesmo tom do sol ao meio dia.

                - Filho de Apolo, percebe-se pelos seus traços, puxou ao pai. – E agora toda a sua empolgação foi apagada assim como se apaga uma vela, rápida e instantaneamente – Deve haver algo de errado, é raro quando deuses olimpianos reclamam um filho quando não há nada acontecendo de errado, e mais raro ainda um semideus da sua idade não ter sido reclamado ou morto... Quantos anos você tem 16? 17?

                As últimas palavras dele ecoaram na minha cabeça como se nunca fossem sair. Como assim fui reclamado? E por que eu corro perigo de morte?

                - T-Tenho 17 anos - digo um tanto incomodado.

                - Devo te levar pro acampamento agora, tenho que falar com o Quíron, algo está acontecendo, algo muito errado está acontecendo.

                 E como se o destino estivesse escutando o homem/bote, uma sombra aparece sobre nós e quando percebo um animal mestiço de águia e cavalo pousa.

                - Provavelmente seu pai mandou esse grifo pra levar você em segurança pro acampamento – diz o homem/bode – ele deve está querendo nos dizer alguma coisa.

                Sem pensar duas vezes, subo no grifo e pela primeira vez em semanas me sinto feliz de verdade e meu luto por meus pais agora não me parecia um fardo tão grande, pelo menos por enquanto...