Capitulo 1.
Eu realmente gosto daqui, quer
dizer, não é um acampamento normal onde só sentamos em frente a uma fogueira e
assamos mashmellows. E tirando a parte de ter que sair para cumprir missões, o
acampamento não oferece perigo algum, se você estiver dentro dele...
Meu Nome é Chrystian Haramys e
até verão passado eu achava que era uma pessoa normal, até que descobri que não
era filho do homem que eu sempre tive como um pai, e que meu verdadeiro pai é
um deus olimpiano. Parece loucura, mas é verdade. O nome dele? Apolo, deus do
sol, da juventude, da música e de mais uma infinidade de coisas. Acredite se
quiser, eu descobri isso da pior maneira, pondo fogo na minha casa inteira com
apenas uma faísca que, não sei como, saiu entre meus dedos. Acabei queimando a
casa e meus pais.
Duas semanas depois, quando eu
estava na casa dos meus tios, e ainda me sentindo culpado, mesmo com todos sem
saber como aconteceu o incêndio e como eu sobrevivi. Durante a noite uma luz brilhou
sobre minha cabeça, poderia jurar que já amanhecera, a luz era de uma
tonalidade tão intensa que me lembrava o... Sol.
No dia seguinte, um jovem que
aparentava ser um ou dois anos mais velho que eu, veio com uma história
esquisita de que eu era filho de um deus, mas não sabia qual. Confesso que a
primeira vista pensei que ele era mais um daqueles mendigos que aparecem na rua
para pedir esmola e fingindo deficiência física. Quando ele viu que eu não
estava levando sua conversa a sério ele me mostrou suas pernas, estranho eu
sei, e eu posso jurar que vi cascos.
Depois de muito insistir, contei
a ele sobre a luz sobre a minha cabeça.
- Você foi reclamado – gritou o homem/bode
– Quem é o seu pai/mãe olimpiano?
- Olha cara essa conversa está
cada vez mais estranha, digo, que tipo de pergunta é essa?
- Me diz como foi essa luz que
você viu? – Falou com cada vez mais entusiasmo – qual era a cor da luz?
- Era uma luz bem forte,
amarela- digo, agora começando a me lembrar com mais detalhes – Era como se a
luz do sol estivesse em cima de mim, era tão quente quanto, e do mesmo tom do sol
ao meio dia.
- Filho de Apolo, percebe-se
pelos seus traços, puxou ao pai. – E agora toda a sua empolgação foi apagada
assim como se apaga uma vela, rápida e instantaneamente – Deve haver algo de
errado, é raro quando deuses olimpianos reclamam um filho quando não há nada
acontecendo de errado, e mais raro ainda um semideus da sua idade não ter sido
reclamado ou morto... Quantos anos você tem 16? 17?
As últimas palavras dele ecoaram
na minha cabeça como se nunca fossem sair. Como assim fui reclamado? E por que
eu corro perigo de morte?
- T-Tenho 17 anos - digo um tanto
incomodado.
- Devo te levar pro acampamento
agora, tenho que falar com o Quíron, algo está acontecendo, algo muito errado
está acontecendo.
E como se o destino estivesse escutando o homem/bote,
uma sombra aparece sobre nós e quando percebo um animal mestiço de águia e
cavalo pousa.
- Provavelmente seu pai mandou
esse grifo pra levar você em segurança pro acampamento – diz o homem/bode – ele
deve está querendo nos dizer alguma coisa.
Sem pensar duas vezes, subo no
grifo e pela primeira vez em semanas me sinto feliz de verdade e meu luto por
meus pais agora não me parecia um fardo tão grande, pelo menos por enquanto...
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