terça-feira, 13 de maio de 2014

FanFic - Capítulo 13



Capítulo 13 - Apolo

                O lugar onde estávamos parecia uma extensão do próprio Olimpo, mas não havia construção alguma. Estávamos em frente de vários homens e mulheres, já sabia que todos eram deuses, mas tinham alguns que eu não reconhecia. Na verdade eu nem sabia que existiam tantos deuses no mundo.
                Eu estava completamente imóvel, não sabia como agir, não sabia como lidar, meu pai estava ali, diante de mim, mas eu não sabia o que fazer. Fiquei parado por um bom tempo, e ao que parece os outros assim como eu ficaram imóveis.
                Não sabia direito como eu tinha chegado ali, provavelmente os deuses nos salvaram de SoulQueen, mas quem salvará o mundo dela? Ou melhor, quem irá salvar Clícya dela mesmo?
                - Se pudermos... – Falou John em tom constrangedor. – Poderíamos conversar a sós?
                Os deuses nos deram licença e saímos em direção a nada. Ficamos calados mesmo sabendo que de qualquer forma eles iriam nos ouvir, quer dizer eles são deuses, podem muito bem ouvir o que estou pensando agora deles.
                Jake parou e fizemos um circulo em sua volta. Ele se vira para John.
                - Nos diga exatamente o que aconteceu, ainda tem coisas que eu não entendo.
                John nos contou tudo, desde quando desmaiamos até a hora que acordamos, mas foi exatamente quando ele falou a respeito do comportamento estranho de Clícya que eu realmente percebi tudo.
                Jake me olha com cara desconfiada, mas decidiu não falar nada.
                John continuou a falar.
                - Eu pensei que tivesse acabado com todas as fobias, quando eu matei o chefão. – Ele olhava ara cada um de nós. – Eu estava muito feliz que finalmente nosso nome estaria tão popular quanto do de Percy Jackson. Mas então Clícya começou a agir diferente, e fiquei completamente paralisado enquanto ela engolia centenas de almas. A culpa é toda minha. – John olha para baixo e continua andando.
                Jake vai atrás dele e faz sinal para que eu e Tamires não os sigam. Foi a primeira vez que ficamos a sós depois do beijo. Tamires não olhava na minha cara, estava esperando que eu falasse algo.
                Abri minha boca para falar, mas ele começou.
                -Chrystian, sobre o beijo... – Ela agora me fitava com seus olhos bem abertos. – Antes de tudo gostaria de falar primeiro com a minha Senhora Ártemis.
                - Cla- claro – Olhei para ela de volta e acrescentei. – Mas mesmo assim se você ainda quiser esquecer tudo isso, por mim tudo bem.
                Nesse momento Tamires se projeta para frente e me beija mais uma vez, mas dessa vez não houve dúvidas, nem medos. Ela demorou bem mais que antes, e eu não queria que ela me soltasse nunca mais.
                Fomos interrompidos por uma sombra que tapava a luz. Era Apolo, meu pai, parecia que ele queria falar comigo, mas não conseguiu esperar. Obrigado pai.
                Seu rosto representava o de um pai orgulhoso, ou talvez de um irmão que estava se divertido da irmã, Ártemis apareceu atrás de Apolo com uma cara um tanto furiosa. Olhei uma ultima vez para Tamires e ela sorriu de volta. Depois acompanhou Ártemis. Fiquei só com Apolo, ele ainda olhava para mim. Ele não parecia ter mais de 18 anos, é esquisito como seu pai é apenas um ano mais velho que você.
                Apolo se sentou e materializou uma cadeira na hora para ele, e depois materializou outra pra mim, me sentei e ele começou a falar:
                - Estou orgulhoso. – Falou ele olhando com seus grandes olhos azuis. – É a primeira vez em anos que um filho meu é tão bem sucedido em uma missão. Você realmente é especial. – Olhava para ele sem saber o que dizer. – Mas não estamos aqui para falar do sucesso de uma missão que anda nem acabou. Chrystian preciso que pense muito bem em tudo que já foi feito durante essa missão, tenha a certeza que não está esquecendo algo. Algum detalhe reflita bem, meu futuro assim como o dos outros deuses está em suas mãos.
                Ele levanta e me olha sorrindo, os dentes tão brancos que refletiam o sol da mesma maneira que o chalé sete do acampamento. Foi então que eu lembrei o acampamento, meus irmãos, Matt, os poucos campistas, a falta de poder.
                Parecia que fazia séculos que eu não pisava no acampamento, quando na verdade só fazia três dias.
                Então lembrei os presentes que eu ganhei dos meus irmãos e de Matt, eles tinham me dado presentes, mesmo sem me conhecer direito. Então me lembrei da harpa que Matt me deu e tirei do meu bolso.
                Fitei a harpa e ela cresceu diante dos meus olhos, então lembrei o que Matt tinha me dito. A harpa, quando tocada, podia clarear minha mente e desembaraçar minhas idéias.
                Comecei a tocar e por um bom tempo foi só no que pensei nada mais me importava, eu apenas pensava em tocar a harpa. Então um pensamento me veio à mente, toda a profecia já tinha sido realizada, com exceção dos dois últimos versos:
Um sacrifício será feito
Para salvar o imperfeito.
Eu só precisava saber exatamente do que se tratava o resto da profecia já havia sido realizada: Na casa dos grandes se Instalou /O medo, mais forte que os deuses se mostraram (as fobias tinham tomado os reinos de cada um dos três grandes, deixando-os fracos.). Por provações os semideuses devem passar /Se o Olimpo quiser salvar (cada um dos filhos dos três grandes acabaram com as fobias que venceram seus respectivos pais olimpianos.). A morte pode não ser /Aquilo que se esperou (Clícya com certeza nunca foi imaginada sendo a nova senhora da morte) Então só havia mais dois versos, apenas mais dois versos até o fim da missão, aí saberíamos se nossa missão seria bem ou mal sucedida.
                   Quando olho para o lado percebo que Tamires vem em minha direção, ela vem com uma expressão irreconhecível.
                 - Minha Senhora Ártemis, permitiu que eu saísse do grupo das caçadoras, o problema é que ela me amaldiçoou não posso mais pegar em um arco que seja, ou errarei meu alvo sempre. – Falou ela parecendo animada. – A parte boa é que posso ficar contigo, a parte ruim é que não sou mais imortal. – Ela me beija mais uma vez dessa completamente despreocupada – Então... De nada.
                  Eu a abracei, não sabia que gostava tanto dela, até esse momento. Ela tinha desistido de sua imortalidade, por mim.
*** Ponto de Vista da Jake***
               Eu me sinto muito mal em ver John daquele jeito, desde que me apaixonei por ele, nunca o vi tão deprimido. A verdade é que eu já estava apaixonada por ele antes mesmo de sermos convocados para a missão.
               Agora a forma com que olhava para o chão, completamente culpado, me cortava o coração, então faço uma coisa que talvez tenha sido o melhor a fazer. Dei um beijo nele, ele ficou completamente surpreso, quer dizer, já nos beijamos várias vezes, mas ele sempre tomava a atitude primeiro, eu sempre tentei bancar a difícil.
              Ele agora abriu um sorriso, e eu sussurrei para ele: A culpa não foi sua. De repente ele parecia completamente tranquilo.
                - O sentimento de culpa pode ser uma coisa boa minha filha. – Afrodite fala para mim – Posso conversar com você um pouco?





               
                 

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