quinta-feira, 1 de maio de 2014

FanFic - Capitulo 4



Capítulo 4 – Alguns presentes

                “Na casa de cada grande se instalou, o medo mais forte que os deuses se mostrou”.
                Fui acordado pelos meus irmãos. Estava tendo um sonho horrível, os deuses estavam realmente temendo alguém, mas quem?
                - Tentamos ficar acordados até você chegar, mas a conversa foi muito demorada ontem. – Falou Ali, com um sorriso no rosto – Pela primeira vez em anos um filho de Apolo é chamado para uma missão, isso é incrível. Conta pra gente todos os detalhes – Pela primeira vez percebi que todos meus irmãos tinham os olhos da mesma tonalidade que os meus, um azul claro.
                Falei pra eles tudo que havia acontecido desde então, falei sobre Dionísio estar com uma cara mais animada (fui interrompido, e obrigado a falar Senhor D.), falei  sobre o trecho da profecia, falei sobre os semideuses que eu havia conhecido e falei sobre eu precisar de uma arma.
                Jeremy que aparentava ter uns vinte anos se levantou da minha cama, onde até então todos estavam sentados, e pegou uma caixa pequena. Quando abriu a caixa tirou de dentro um colar com um pingente em formato de sol.
                -Essa é uma espada que nosso pai me deu – Falou o garoto voltando a sentar na cama – Acho que ela fará melhor uso se estiver com você.
                - Tudo bem, ou eu estou louco, ou vocês estão – Disse eu – Como um colar pode ser uma espada?
                - É um colar especial Chrystian, foi forjado com bronze celestial – Falou Cassie – Para acioná-lo, você deve segurar o pingente e gritar: Surja Mercuris. – Todos começaram a rir e me entregaram o colar – Piada interna, com o tempo você aprende. Vamos tente.
                - Surja Mercuris. _ Gritei, e foi como se o Sol estivesse cada vez mais perto de mim. Senti um calor e assim como veio passou, era como se o cordão tivesse retirado toda a carga de calor do meu corpo e absorvido. Quando olhei para baixo estava segurando uma espada de mais ou menos um metro. Eu não havia percebido, mas a espada agora parecia parte de mim, parecia se feita pra mim. – Uau, isso é incrível.
                - Quando não estiver usando a espada diga: Pare Mercuris. – Falou Ally – E ela vai voltar a ser colar, basta por no pescoço e terá uma arma que passará despercebida aos olhos dos inimigos. – E pegando outra caixa complementou – Aqui tem uma aljava que você pode prender na panturrilha, e um arco dobrável que você pode levar no seu bolso. Agradeça aos filhos de Hefesto, quando eles eram úteis – A última frase ela falou quase num sussurro.
                Um silêncio tomou conta do chalé.
                - Chrystian – Falou Cassie – Você sabe qual o motivo que os deuses tem para terem escolhidos você para essa missão? – Fiquei calado, não soube o que responder.
                - Não é óbvio? – Falou Daniel pela primeira vez hoje – olhem em volta, todos os filhos dos deuses estão perdendo seus poderes também, aparentemente os poderes só estão presentes em nós e nos filhos de Afrodite, a escolha dos campistas para a missão não pode ter sido uma simples coincidência.
                As palavras de Daniel ficaram martelando na minha cabeça, meus pensamentos ficavam cada vez mais nítidos, temos que proteger os três deuses grandes e vamos levar seus filhos Pra isso, e pra proteger os próprios, devem-se levar os dois últimos semideuses com poderes.
                A porta bate e Ally a abriu, Matt apareceu à porta e fez sinal para eu me apresar. Pego o colar e coloco no pescoço, prendo minha aljava na minha perna direita e coloco o arco dobrável no bolso do meu casaco vermelho. Meus irmãos me entregaram uma bolsa que continha comida, vestes e alguns dracmas ( uma moeda para deuses). Despedi-me dos meus irmãos e prometi que voltaria bem. Todos agora pareciam esquisitos, acho que sei exatamente o que estão pensando, talvez eu não volte...
                - Ei cara, me desculpe – Falei – Não deu para te encontrar depois do jantar e...
                - Tudo bem – falou Matt, agora com suas pernas de fora, elas tinham pelos pretos e cascos mais pretos ainda. – Eu entendo infelizmente Quíron não me deixou ir com vocês na sua primeira missão, mas assim que puder me mande uma mensagem de íris. Ah! Tome isso é pra você – Falou enquanto andávamos para a casa grande. Ele e entregou uma harpa, que de alguma forma diminuiu de tamanho – Toque isso quando quiser clarear suas idéias e desembaraçar sua mente, ela sente quando você realmente precisa dela, então não conte com ela sempre que estiver com problemas.
                Não podia imaginar como uma harpa poderia me ajudar em horas de crise, mas aceitei o presente com um sorriso no rosto, sabia que Matt só queria me ajudar. Chegamos a casa grande e todos os outros semideuses já estavam presentes.
                - Está atrasado – Disse Clícya – Era de se esperar.
                - Bom, já que todos chegaram vamos repassar alguns dados para a missão e depois vocês irão comer alguma coisa antes de todos os outros campistas. – Disse Quíron em sua forma de centauro, agora ele parecia muito mais alto e menos intimidado.
                Depois de praticamente uma história sobre os grandes feitos dos heróis através dos tempos, finalmente chegamos à parte em que falava do mito moderno. Perseu Jackson. Ele salvara todos nos últimos dez anos. Mas agora onde ele estaria?
                Após isso fomos todos comer, foi a refeição mais silenciosa que eu já tivera. Todos exceto por Clícya, pareciam extremamente preocupados com o futuro do Olimpo.
                - Bem se já terminaram de comer – Falou Dionísio ou Senhor D. Tanto faz – Pedi ao meu irmão pare me mandar mais dois grifos para irem até a casa de Poseidon pelos céus, quando chegarem lá, Poseidon abrirá as águas para vocês entrarem.
                Após isso fomos todos aos estábulos onde vi Cury, ele veio voando em minha direção e ficou feliz em me ver. Sabia que o grande Apolo tinha me escolhido o dono certo, vou pra uma missão de verdade. Senti-me feliz por Cury, parecia que ele estava realmente esperando por isso há anos.
                - De nada – falei para ele.
                - Louco – Olhou-me Clícya com sua cara de ódio de costume.
                Então pela primeira vez percebi algo, Jake e John estavam de mãos dadas, parecia que após a reunião de ontem os dois não foram para os seus chalés. Tamires,olhava para os grifos com total admiração.
                - Os grifos são maravilhosos, são animais incríveis.
                Subi em Cury, sua pelagem/pelugem (não sei ao certo) estava de um tom claro de cinza. John e Jake subiram no grifo totalmente preto que possuía incríveis olhos verdes. Tamires subiu no grifo branco de olhos vermelhos. Clícya olhou mais uma vez para mim e como se tivesse decidido o melhor, subiu no grifo branco com Tamires.
                As asas dos grifos se abriram se começamos a voar, parecia que sem o peso extra de Matt, Cury podia voar mais rápido e às vezes reduzia para seus companheiros o alcançarem.
                Após algumas horas Cury começou a voar em círculos. É aqui o ponto máximo que posso chegar sem que Poseidon nos dixe entrar. Os outros grifos nos alcançaram e também voaram em círculos.
                - Eu não entendo, Poseidon deveria ter aberto uma passagem para nós – Falei – Deve está acontecendo alguma coisa.
                - Pai sou eu Tamires – Ela disse o mais alto que pode – Pai abra caminho para nós. – Sem respostas.
                Aproximamos-nos mais, os grifos estavam quase se encostando à água, e continuavam a voar em círculos. Nós não podemos mergulhar na água, não é boa coisa pra nós. Eu entendi o porquê, nem eu queria entrar em contato tão direto com a água na verdade.
                - Tamires – Falou Jake seus cabelos loiros voando como uma capa.- Tente fazer algo, tente nos colocar lá dentro de alguma forma.
                - Eu não consigo, meus poderes não funcionam – Falou Tamires – Eles pararam de funcionar há duas semanas, por isso minha senhora Artemis ficou preocupada.
                Todos ficaram em silêncio, pode-se ouvir um som abafado que vinha de baixo de nós. Quando percebi, estávamos sendo puxados para dentro do mar.
                Não estávamos sendo convidados para entra na casa de Poseidon. Estávamos sendo forçados a entrar.
               

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