sábado, 3 de maio de 2014

FanFic - Capitulo 6



Capitulo 6. – Bico de bronze

                Meu pescoço ainda doía, e pelo que pude ver o pescoço de Tamires ainda dolorido e todo vermelho. Subimos em silêncio, O salão principal que antes estava vazio, agora parecia transpirar vida.
                Estava cheio de pessoas com pele de escamas, outras pessoas tinham um olho só, e algumas pareciam normais. No trono, agora estava sentado um homem que parecia feliz cuja barba estava por fazer. Parecia ser Poseidon, pois quando Tamires o viu abriu um grande sorriso.
                - Pai – Falou Tamires correndo em direção a Poseidon – O Senhor está bem?
                - Tamires, minha filha – Falou Poseidon soltando seu Tridente, parecia mais tranqüilo, como se acabasse de perceber que estava fora de perigo. – Foi você não foi? Você me salvou. Salvou a todas as criaturas míticas do mar.
                - Não fui só eu – Falou ela dando um passo pro lado e me deixando cara a cara com o deus dos mares – Chrystian também me ajudou, ele descobriu como derrotar solidão.
                - Solidão? – Falou o homem parecendo confuso. – Não me lembro de nenhum inimigo com esse nome. Não é o tipo de inimigo que eu já enfrentei antes, muito menos nos últimos tempos.
                - Senhor esse não é um inimigo antigo – Falei um pouco sem jeito – Zeus e os outros deuses do Olimpo, incluindo o Senhor, criaram ele sem perceber. Ele é a personificação do medo que Vocês implantaram nos humanos como forma de posição de poder.
                - Só tenho a agradecer a você minha filha e aos seus amigos – Falou o homem agora se levantando do trono. – Salvaram a mim e a todo o Olimpo.
                - Ainda não Senhor – Falou Clícya - Ele disse que não está sozinho, mas pelo que eu pude perceber a maior concentração dos medos está nos reinos de cada um dos três grandes, é natural pensar que destruindo cada fobia presente neles o Olimpo inteiro seja salvo.
                - Você pode estar certa filha de Hades – Poseidon agora parecia pensativo – Fiquem aqui até amanhã, descansem e depois sigam seu caminho para o submundo. Mus ciclopes já estão tratando os grifos que deixaram desmatados no meio do meu salão, amanhã de manhã eles estarão fortes o suficiente para prosseguir na viagem.
***
                Foi uma noite difícil, principalmente depois da mina primeira luta, agora que já sabíamos o que estávamos enfrentando eu poderia aguardar qualquer tipo de coisa.
                Estávamos todos em um único quarto onde parecia ter sido trocado água por ar recentemente. A cama era feita de esponja e era bem macio, o problema era que todos estavam dormindo e eu era o único acordado, isso me lembrava Autofobia, eu sabia que ele estava morto, mas não significava que a memória dele ainda estava em viva em mim.
                Finalmente consigo dormir. Hey, acorde vamos, olhe para mim, olhe como eu estou. Parecia que já era de manhã. Parecia também que alguém havia falado comigo, olho para o lado e todos ainda estão dormindo. TOC TOC TOC. Havia alguém a porta.
                Levanto-me rapidamente e abro a porta. Cury estava no corredor, ele parecia bem, na verdade parecia melhor do que antes. O seu bico estava revertido com bronze celestial, dou mais uma olhada e vejo que a mudança não foi só essa, nas patas da frente, suas garras de águia estavam revestidas também com bronze celestial e havia agora uma sela nele. Ele virou de costas e me mostrou sua pata traseira, nela havia sido colocada uma ferradura também em bronze. Ele se voltou pra mim, ele parecia extremamente feliz, isso fazia de mim feliz também.
                - Hey! – Gritou um cara, era um ciclope – Desculpe pelo grifo, ele acordou e fugiu como se quisesse estar em outro lugar. Desculpe, vou levá-lo, ele não irá mais lhe incomodar.
                - Não é incomodo. – Falo eu – Sem problemas esse grifo é meu, acho que ele pode ficar no meu quarto até a hora de irmos. Aliás, meu nome é Chrystian. - estendo a mão a ele.
                - Tudo bem – Ele aperta minha mão – Tyson. – e depois sai.
                Foi muito legal de sua parte me deixar entrar, espere pra ver a cara dos outros grifos quando eu falar isso. Ficamos conversando em voz baixa esperando os outros acordarem. Eles deviam estar muito cansados, pois demoraram muito para acordar.
                Quando finalmente acordaram arrumamos nossas coisas e me certifiquei que todos os meus presentes estavam no lugar certo. Estávamos prontos para partir. Tomamos café e foi realmente bom ter comido algo na manhã passada que não fosse futos do mar, eu já estva começando a enjoar.
                Poseidon despediu-se de nós e nos agradeceu mais uma vez, deu a Tamires um colar que parecia ser um tipo de amuleto.
                - Enquanto estiver com ele, seus poderes irão funcionar, mesmo fora da minha propriedade.
                Os outros grifos estavam a nossa espera no salão central, os dois possuíam os mesmos adereços novos que Cury possuía com um diferencial, a sela era para dois.
                Jake e John subiram no grifo preto e Tamires e Clícya no branco. Eu montei em Cury e Poseidon abriu as águas o suficiente para nós passarmos. Cury e os outros levantaram vôo e as águas atrás de nós iam se fechando.
                Voamos muito mais rápido do que antes, parecia que Poseidon tinha feito algo.
                - Vá em direção ao submundo Cury – Falei olhando para ele – Eu confio em você.
                Cury mudou a rota e avançamos dito até chegarmos a terra firme. Agora ele estava perdendo altitude, parecia que ele queria aterrissar, dois minutos depois estávamos no chão.
                - Cury agora é com a gente, não dá pra você e os outros nos acompanharem.
                Certo, estaremos esperando vocês aqui fora, amigo. E foi com essa despedida que entramos em um estabelecimento vazio.
                -Tem certeza que é aqui? – Falou Jake, sua mão segurando a de John.
                - Claro que tenho certeza, já vim aqui algumas vezes. – Falou Clícya que parecia um pouco confusa. – Geralmente tem um porteiro, vamos descer, tem algo errado.
                O submundo parecia como eu havia imaginado antes, quer dizer tirando o fato de não possuir nenhuma alma, nem viva nem morta... Continuamos a andar e tudo parecia muito silencioso. O castelo de Hades já estava à vista, estava cada vez mais quieto, nem nós estávamos nos falando.
                O castelo de Hades parecia ter sofrido reformas recentes. Estava completamente novo, parecia que havia sido feito há pouco tempo. Era muito grande e suas paredes eram escuras, a porta de entrada era de um tom de vermelho escuro, assim como sangue coagulado.
                HAHAHA! Escutamos um barulho oco que parecia que vinha de dentro do castelo. Entramos nele e tudo que se via estava revestido por espelhos, cada parede, cada degrau de escada, cada porta, até mesmo objetos eram feitos de feitos com superfícies reflexíveis.
                HAHAHA! Agora o barulho estava mais próximo, agora consegui identificar como uma risada. Não parecia um riso de humor, muito pelo contrário, parecia sarcástico. Como se soubesse que estaríamos aqui, exatamente agora.
                - HAHAHA! Humanos tolos! – Falou uma garota que parecia ser da nossa idade, era ruiva e tinha seus olhos iguais o de Autofobia orbitas brancas. – Deviam ter aproveitado a sorte que tiveram com meu irmão Autofobia e desistido enquanto dava tempo.
                - Quem é você? – Falamos todos ao mesmo tempo.
                - Meu nome? – Falou a Garota, mudando a cor de seus olhos e desaparecendo. – Me chamem de Eiso ou se preferirem Eisoptofobia.
               
               

               
               

Nenhum comentário:

Postar um comentário