Capitulo 9 – Hades perde suas
almas.
- Acho que eu
devo agradecê-la então por ter me salvado. – Falou um homem. – Minha filha.
Um homem com
aparência cansada apareceu à porta. Ele aparentava ter uns quarenta anos mias
ou menos, seus cabelos eram uma mistura de grisalho e preto. Sua pele era tão
pálida que provavelmente não vira a luz do Sol tem um bom tempo. Acho que
finalmente conseguimos salvar Hades, o deus do submundo.
- Vamos. –
Falou Hades com sua voz agora parecendo relaxada. – Preciso mostrar algo a
vocês.
Descemos em
silêncio, o trajeto inteiro Hades não olhou uma vez sequer para ter certeza que
estávamos o seguindo. Ele abriu a portada frete e nós saímos, o castelo que
antes parecia bem firme, agora desapareceu.
- Bom – Falou
Hades. – Mas, notaram algo estranho no submundo?
Eu nunca tinha
estado no submundo antes, óbvio, mas não me paecia haver nada de errado. Quer
dizer Hades estava lá, e havia também muitos monstros agora, assim como
aconteceu no reino de Poseidon, todos os servos de Hades voltaram com a derrota
da fobia.
- As almas. –
Falou Clícya. – Onde elas estão?
Minha ficha
caiu quando eu olhei em volta e não vi nenhuma alma, e muito menos ouvi
qualquer gemido de dor ou arrependimento. Muito longe de nós, mas ainda em
nosso campo de visão, estava um cão gigante, ele guardava um portal, mas para
onde iria?
- Aquele é
Cerberus. – Falou Hades olhando para mim. – Ele é meu cão de guarda, ele olha
as almas dos mortais passarem para seu destino final, mas por acaso está vendo
alguma alma passando? Sabe em todo mundo pelo menos a cada segundo morrem sete
pessoas, e olha. – Falou hades olhando para o pulso fingindo olhar um relógio.
– Já se passou vários segundos e nenhuma pessoa morreu, alo muito errado está
acontecendo. Sigam-me, por favor.
Seguimos Hades
para o que parecia ser seu real castelo. No interior dele possuía paredes
pretas e várias velas, e para aprimorar mais ainda o clichê havia ainda
caveiras. Olhei para John e Jake e os dois fizeram uma careta como se tivessem
pensado exatamente o que eu pensei. Olhei para Tamires, mas desde o beijo ela
não me olhava mais, acho que posso até entender o que estava se passado naquele
momento na cabeça dela: O que Artemis faria ao saber disso.
Chegamos a um
salão onde uma mulher estava sentada em um sofá, e adivinhem a cor do sofá,
preto exatamente. A mulher olhou para nós cinco e olhou duas vezes para Clícya,
como se não estivesse acreditando em tamanho atrevimento.
- Sério Hades?
– Falou a mulher, logo imaginei ser Perséfone a deusa da terra. – Outra das
suas? Um dia eu me canso e saiu daqui. – Uma velha que estava do outro lado do
salão gritou.
- Sair? Vou
fazer as malas – Provavelmente era a mãe de Perséfone, Demeter. – Nunca pensei
que esse dia chegaria.
- Calma mamãe
ainda não.
- Perséfone
minha esposa. – Falou Hades – Temos algo sério para resolver. As almas do
submundo se foram, não restou uma única alma.
- Querido
precisamos resolver isso. – Falou a mulher decidida. – Mas antes, jantar. Se
quiser trazer esses trapinhos eles serão bem-vindos. – Falou a mulher, mesmo
parecendo que nós não éramos bem-vindos.
O jantar foi
de todo esquisito, não que esquisito seja ruim, nesse caso esquisito era bom.
Ao invés de cérebros de zumbis ou almas para o jantar, tínhamos uma ótima
refeição vegetariana, que apesar de tudo foi a melhor coisa que eu pude
imaginar enquanto esperava o jantar à mesa. Parece que tinha esquecido que a
sogra de Hades era deusa da agricultura e sua filha da fertilidade.
Passamos meia
hora comendo, Demeter mesmo velha tinha bons olhos e não deixava o prato de
ninguém vazio. A refeição só terminou quando a comida acabou.
- Voltando ao
assunto – Falou Hades ainda aflito. – Preciso descobrir onde estão minhas
almas, mas não tenho força o suficiente para sair do submundo sem o poder das
almas. Minha filha. – Hades falou
entregando-a um colar parecido com o que Tamires recebera de seu pai Poseidon.
– Conto com você, encontre e recupere minhas almas. Esse amuleto irá
possibilitar usar seus poderes mesmo longe de meus domínios, mesmo com seu pai
tão fraco.
Hades olhou de
lado para Perséfone, a deusa estava olhando ele com cara feia, ela sequer
gostava de ouvir Hades falar com sua filha.
- Senhor. –
Falou John. – Se me permite, ainda temos uma missão para concluir, colocar a
sua vontade a frente da vontade dos outros deuses é loucura.
Agora eu tinha
certeza que John iria morrer. Mas Hades apenas o olhou e disse.
- A missão só
termina quando todos os deuses estiverem satisfeitos. – E aumentou o tom da sua
voz complementando. – Inclusive eu. - O som de sua voz ecoou pelo castelo. – E
outra, todos os acontecimento dentro de uma missão tem um propósito. Deveria
ter ouvido Quíron quando falava de Percy Jackson.
Despedimos-nos
de Hades alguns minutos depois, ainda havia muitos quilômetros até voltara Nova
Iorque onde fica o Monte Olimpo e consequentemente, a casa de Zeus, o ultimo
dos três grandes.
Andamos um
pouco e acabamos percebendo que estávamos no meio de cinco criaturas metade
mulher e metade morcego, elas nos encaravam como se fossemos o seu próximo
jantar.
Automaticamente
peguei meu colar e gritei: Surja Mercuris. A espada surgiu na minha mão. Todos
os outros pegaram suas armas também.
- Uma para
cada? – Perguntou John.
- Claro. –
Falou jake, á atacando.
A primeira
mulher/morcego também partiu para cima de Jake, a garota enfiou uma das adagas
nas costa da mulher e a mulher/morcego voou com Jake nas costas, com a outra
adaga Jake cortou a garganta e o monstro virou pó.
John com um
movimento sutil jogou sua lança no segundo monstro. A lança passou direto, mas
a mulher cometeu o erro de virar de costas para olhar a arma caindo no chão.
Enquanto isso John pegou seu escudo e o jogou contra o monstro, ela se partiu
na metade e virou pó também.
Clícya agora
com seus poderes de volta, rasga o chão com sua foice e das aberturas saem
mortos-vivos aparentemente sem alma, os zumbis pegaram a mulher e a levam de
volta para SUS buracos no chão. A única coisa que se ouviu foram gritos.
Tamires usa o
mesmo movimento que antes, congela uma flecha e joga no monstro. Mas ele o
desvia, Tamires pega mais uma flecha de sua aljava e joga contra o monstro,
mais uma vez ele desviou, mas sem o monstro perceber, Tamires cria uma flecha
com água e a joga quase na mesma hora, o mostro agora virou pó.
E por último,
eu ataco a mulher/morcego com minha espada, mas ela escapa. Então tento uma
técnica nova. Fecho meus olhos e coloco toda minha raiva na espada, quando eu
os abro, Mercuris estava em chamas. O mostro ficou sob um efeito hipnótico,
aproveito para cortá-la verticalmente. E mais uma vez ela vira pó.
- Vamos sair
logo daqui. – Falou Jake. – Não quero que outro monstro nos atrase.
Corremos
fazendo em direção à saída e conseguimos sair, sem que mais nada nos perturbe.
Saímos do estabelecimento e agora um funcionário estava trabalhando nele. Ele
não fez nenhuma pergunta e então saímos.
Do lado de
fora pude perceber que já era de noite. Cury e os outros grifos ainda estavam
nos esperando. Hey amigo conseguiram?
- Claro que
conseguimos – Falei. – Cury, será que vocês poderiam voar até Nova Iorque
agora, eu sei que está de noite, mas temos que ser rápidos.
Cury olha para
os companheiros, e os dois acenaram positivamente. É claro, seria uma honra. Subimos nos grifos, a diferença é que
dessa vez Clícya pediu para vir comigo, disse que precisava conversar algo
comigo. À noite o vento que corria parecia mais gelado ainda do que a primeira
vez que voei em Cury, mas ainda assim, me sentia bem.
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