segunda-feira, 5 de maio de 2014

FanFic - Capítulo 9



Capitulo 9 – Hades perde suas almas.

- Acho que eu devo agradecê-la então por ter me salvado. – Falou um homem. – Minha filha.
Um homem com aparência cansada apareceu à porta. Ele aparentava ter uns quarenta anos mias ou menos, seus cabelos eram uma mistura de grisalho e preto. Sua pele era tão pálida que provavelmente não vira a luz do Sol tem um bom tempo. Acho que finalmente conseguimos salvar Hades, o deus do submundo.
- Vamos. – Falou Hades com sua voz agora parecendo relaxada. – Preciso mostrar algo a vocês.
Descemos em silêncio, o trajeto inteiro Hades não olhou uma vez sequer para ter certeza que estávamos o seguindo. Ele abriu a portada frete e nós saímos, o castelo que antes parecia bem firme, agora desapareceu.
- Bom – Falou Hades. – Mas, notaram algo estranho no submundo?
Eu nunca tinha estado no submundo antes, óbvio, mas não me paecia haver nada de errado. Quer dizer Hades estava lá, e havia também muitos monstros agora, assim como aconteceu no reino de Poseidon, todos os servos de Hades voltaram com a derrota da fobia.
- As almas. – Falou Clícya. – Onde elas estão?
Minha ficha caiu quando eu olhei em volta e não vi nenhuma alma, e muito menos ouvi qualquer gemido de dor ou arrependimento. Muito longe de nós, mas ainda em nosso campo de visão, estava um cão gigante, ele guardava um portal, mas para onde iria?
- Aquele é Cerberus. – Falou Hades olhando para mim. – Ele é meu cão de guarda, ele olha as almas dos mortais passarem para seu destino final, mas por acaso está vendo alguma alma passando? Sabe em todo mundo pelo menos a cada segundo morrem sete pessoas, e olha. – Falou hades olhando para o pulso fingindo olhar um relógio. – Já se passou vários segundos e nenhuma pessoa morreu, alo muito errado está acontecendo. Sigam-me, por favor.
Seguimos Hades para o que parecia ser seu real castelo. No interior dele possuía paredes pretas e várias velas, e para aprimorar mais ainda o clichê havia ainda caveiras. Olhei para John e Jake e os dois fizeram uma careta como se tivessem pensado exatamente o que eu pensei. Olhei para Tamires, mas desde o beijo ela não me olhava mais, acho que posso até entender o que estava se passado naquele momento na cabeça dela: O que Artemis faria ao saber disso.
Chegamos a um salão onde uma mulher estava sentada em um sofá, e adivinhem a cor do sofá, preto exatamente. A mulher olhou para nós cinco e olhou duas vezes para Clícya, como se não estivesse acreditando em tamanho atrevimento.
- Sério Hades? – Falou a mulher, logo imaginei ser Perséfone a deusa da terra. – Outra das suas? Um dia eu me canso e saiu daqui. – Uma velha que estava do outro lado do salão gritou.
- Sair? Vou fazer as malas – Provavelmente era a mãe de Perséfone, Demeter. – Nunca pensei que esse dia chegaria.
- Calma mamãe ainda não.
- Perséfone minha esposa. – Falou Hades – Temos algo sério para resolver. As almas do submundo se foram, não restou uma única alma.
- Querido precisamos resolver isso. – Falou a mulher decidida. – Mas antes, jantar. Se quiser trazer esses trapinhos eles serão bem-vindos. – Falou a mulher, mesmo parecendo que nós não éramos bem-vindos.
O jantar foi de todo esquisito, não que esquisito seja ruim, nesse caso esquisito era bom. Ao invés de cérebros de zumbis ou almas para o jantar, tínhamos uma ótima refeição vegetariana, que apesar de tudo foi a melhor coisa que eu pude imaginar enquanto esperava o jantar à mesa. Parece que tinha esquecido que a sogra de Hades era deusa da agricultura e sua filha da fertilidade.
Passamos meia hora comendo, Demeter mesmo velha tinha bons olhos e não deixava o prato de ninguém vazio. A refeição só terminou quando a comida acabou.
- Voltando ao assunto – Falou Hades ainda aflito. – Preciso descobrir onde estão minhas almas, mas não tenho força o suficiente para sair do submundo sem o poder das almas.  Minha filha. – Hades falou entregando-a um colar parecido com o que Tamires recebera de seu pai Poseidon. – Conto com você, encontre e recupere minhas almas. Esse amuleto irá possibilitar usar seus poderes mesmo longe de meus domínios, mesmo com seu pai tão fraco.
Hades olhou de lado para Perséfone, a deusa estava olhando ele com cara feia, ela sequer gostava de ouvir Hades falar com sua filha.
- Senhor. – Falou John. – Se me permite, ainda temos uma missão para concluir, colocar a sua vontade a frente da vontade dos outros deuses é loucura.
Agora eu tinha certeza que John iria morrer. Mas Hades apenas o olhou e disse.
- A missão só termina quando todos os deuses estiverem satisfeitos. – E aumentou o tom da sua voz complementando. – Inclusive eu. - O som de sua voz ecoou pelo castelo. – E outra, todos os acontecimento dentro de uma missão tem um propósito. Deveria ter ouvido Quíron quando falava de Percy Jackson.
Despedimos-nos de Hades alguns minutos depois, ainda havia muitos quilômetros até voltara Nova Iorque onde fica o Monte Olimpo e consequentemente, a casa de Zeus, o ultimo dos três grandes.
Andamos um pouco e acabamos percebendo que estávamos no meio de cinco criaturas metade mulher e metade morcego, elas nos encaravam como se fossemos o seu próximo jantar.
Automaticamente peguei meu colar e gritei: Surja Mercuris. A espada surgiu na minha mão. Todos os outros pegaram suas armas também.
- Uma para cada? – Perguntou John.
- Claro. – Falou jake, á atacando.
A primeira mulher/morcego também partiu para cima de Jake, a garota enfiou uma das adagas nas costa da mulher e a mulher/morcego voou com Jake nas costas, com a outra adaga Jake cortou a garganta e o monstro virou pó.
John com um movimento sutil jogou sua lança no segundo monstro. A lança passou direto, mas a mulher cometeu o erro de virar de costas para olhar a arma caindo no chão. Enquanto isso John pegou seu escudo e o jogou contra o monstro, ela se partiu na metade e virou pó também.
Clícya agora com seus poderes de volta, rasga o chão com sua foice e das aberturas saem mortos-vivos aparentemente sem alma, os zumbis pegaram a mulher e a levam de volta para SUS buracos no chão. A única coisa que se ouviu foram gritos.
Tamires usa o mesmo movimento que antes, congela uma flecha e joga no monstro. Mas ele o desvia, Tamires pega mais uma flecha de sua aljava e joga contra o monstro, mais uma vez ele desviou, mas sem o monstro perceber, Tamires cria uma flecha com água e a joga quase na mesma hora, o mostro agora virou pó.
E por último, eu ataco a mulher/morcego com minha espada, mas ela escapa. Então tento uma técnica nova. Fecho meus olhos e coloco toda minha raiva na espada, quando eu os abro, Mercuris estava em chamas. O mostro ficou sob um efeito hipnótico, aproveito para cortá-la verticalmente. E mais uma vez ela vira pó.
- Vamos sair logo daqui. – Falou Jake. – Não quero que outro monstro nos atrase.
Corremos fazendo em direção à saída e conseguimos sair, sem que mais nada nos perturbe. Saímos do estabelecimento e agora um funcionário estava trabalhando nele. Ele não fez nenhuma pergunta e então saímos.
Do lado de fora pude perceber que já era de noite. Cury e os outros grifos ainda estavam nos esperando. Hey amigo conseguiram?
- Claro que conseguimos – Falei. – Cury, será que vocês poderiam voar até Nova Iorque agora, eu sei que está de noite, mas temos que ser rápidos.
Cury olha para os companheiros, e os dois acenaram positivamente. É claro, seria uma honra. Subimos nos grifos, a diferença é que dessa vez Clícya pediu para vir comigo, disse que precisava conversar algo comigo. À noite o vento que corria parecia mais gelado ainda do que a primeira vez que voei em Cury, mas ainda assim, me sentia bem.





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